O primeiro, melhor denominado Projeto Legal, é um documento e como tal, só deve permanecer na obra para fins de fiscalização, nunca devendo ser usado como referencia de projeto por estar numa escala muito reduzida (1cm é em geral 1m, escala 1:100). Ele será também usado para fins de prestação de contas com a Receita Federal, Auditoria Fiscal, Prefeitura, Secretaria de finanças e o que for necessário como documento. E também será usado para gerar documentos que entrarão na composição da averbação do imóvel em cartório.
O segundo, o Projeto Executivo, como o próprio nome diz, é voltado para a execução. Sua intenção é esclarecer as coisas no canteiro de obra, logicamente espelhado no projeto aprovado legalmente - o projeto de prefeitura ou projeto legal. O projeto executivo é um conjunto de desenhos e medidas, informações, pode ou não ter memorial descritivo assim como o projeto legal, mas muito mais detalhado. As informações vão desde a locação das brocas, profundidades, tipo de concreto, seqüência, gabaritos, vigas ferragens.... enfim, tudo o que não é de conhecimento prático do pedreiro, e especifico de cada obra. Medidas por exemplo, ferragens, níveis, drenagens, espessuras de paredes, enchimentos, revestimentos específicos...
O projeto executivo é responsabilidade do autor do projeto em questão (arquitetônico, estrutural, elétrico...) mas, acima de tudo, o Responsável Técnico é quem responde por último. Pois, tendo em vista que o projeto pode conter erros, e que em última instancia o responsável técnico é quem responde civil e criminalmente pelos resultados em caso de sinistro, então ele deve não só seguir o projeto executivo, mas atentar para algum erro que seja de constatação direta. Porém, o responsável técnico deve executar o projeto como entregue, por exemplo, um estrutural feito por outro profissional. Caso dê sinistro, não é de sua responsabilidade, mas sim de quem elaborou o projeto e foi remunerado para a atividade, assim como para o risco e a responsabilidade envolvida.
O projeto executivo poderia ser seguido à risca mas sabemos que durante a obra, os pedreiros e imprevistos ou pequenas mudanças podem alterar aspectos sutis da mesma, e também grandes aspectos. A tolerância é típica pelo Autor do Projeto e pelo Responsável Técnico, o que do contrário seria inviável qualquer construção no mundo burocrático. O limite é a segurança da obra, e o comprometimento da estrita identidade da mesma.
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