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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Existe limite de metragem para arquiteto assinar?


Não, não existe. Se existisse, como poderiam ser urbanistas também? Urbanismo é obra no final... O que existe é o bom senso de, caso a obra seja muito complexa ou o foco seja estritamente administrativo, como um edifício por exemplo, a tarefa seja passada para profissionais com formação muito mais intensa nessa direção. Mas na prática, residências e sobrados, de até 3 ou 4 andares são muito comuns entre arquitetos assinando, mas poderia ser mais andares ou áreas de milhares de metros quadrados. O que entra no limite é o bom senso: um engenheiro com formação estrita para cálculo vai fazer isso muito melhor e com mais segurança para um edifício. No entanto, no equilíbrio de custos/dimensionamentos para obras de médio porte, o calculo por arquitetos, mesmo seguindo a NBR e o sistema simplificado (pelas tabelas Bw por exemplo para vigas de concreto), dão uma diferença insignificante de custos, o que torna normalmente e absolutamente viável tanto para a execução quanto para o custo da obra, arquitetos dimensionando estruturas metálicas e em concreto. Além disso, na obra o fator pedreiro muda tudo, então todo o cálculo exacerbado para edifícios comuns até 4 andares, todas as decimais de precisão se perdem devido a baixíssima qualidade da mão de obra envolvida, o que é raríssimo que não seja ruim. 
Em todo caso, o sistema de cálculo já prevê estes problemas, com índices de segurança confortáveis e dentro da NBR –ABNT. Mas uma noção profunda do cálculo é importantíssima para, no canteiro de obras, tomadas de decisão sobre alterações de ferragem ou de concreto por exemplo, ou erros da mão de obra.. Um profissional consciente vai avaliar o tipo de pedreiro que vai executar a obra, e também o perfil do proprietário (por exemplo alguns não querem alugar vibradores para concretagem, reduzindo a resistência das peças...). O fator de segurança adicional além da prescrita pelas normas fica a critério do bom senso de cada profissional.


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