Arquitetos têm formação voltada para projeto. Mas o que é projeto? É a síntese e definição de diversos fatores: desejos do proprietário, uso prático no dia-a-dia, custo de revenda do imóvel como investimento, custo direto da obra, viabilidade para locação, viabilidade técnica, normas, processo de execução, disponibilidade de produtos na região, manutenção, reformas, ampliações, burocracia, custo das escolhas e decisões projetuais... Um projeto arquitetônico não é nem de longe um “desenho”. É tudo isso e muito mais, inclusive, linguagem, semântica, semiótica, etc. Assuntos que não são muito discutidos com os proprietários, mas que muitas vezes determinam a composição do projeto, além dos itens mais conhecidos. Arquitetos também tem formação para urbanismo. Então podem projetar avenidas, acessos, divisões de bairros, cidades planejadas, condomínios... são assuntos próprios de arquitetos.
O que difere, por um outro ponto de vista, a mente e a prática de um engenheiro e de um arquiteto é o processo. e, por um outro ponto de vista, a mente e a prática de um engenheiro e de um arquiteto é o processo.
Engenheiros tem formação técnica, mensuradora, laboratorial, administrativa. Lidam com números e elementos quantificáveis, palpáveis com relação a grandezas mensuráveis. Sua formação é para eficiência de custo, logística e processo de obra, estudos de materiais, resistências e durabilidade, viabilidade técnica, resistência, dimensionamentos de peças e riscos de uso e variáveis de ambiente, de esforços, ventos... eles estudam física estática, dinâmica, térmica, ótica... São especializados em todos os aspectos técnicos dos elementos tanto de obras quanto de máquinas ou componentes eletrônicos, elétricas, fluidos... por isso existe engenharia civil (construções), mecânica (máquinas), elétrica, de alimentos... etc. Engenheiros também tem formação para projeto. Possivelmente, numa escala menor que arquitetos têm formação para cálculo, isso depende muito do curso, e depende muito do profissional.
Arquitetos tem cérebro e mente de síntese, unificadora, comparativa, balanceadora, hierárquica e seletiva. Realizam tarefas de natureza simultânea, entre dados não necessariamente de mesma natureza, e tomam decisões. Lidam com padrões diversos ou com elementos não padronizados, tem a mente mais artística e poética, prevêem ritmos, escalas com relação ao humano, velocidades, fluxos, percepções. Sinestesia e valor não mensurável são típicos da linha de trabalho dos arquitetos.Engenheiros são mais lineares, processuais, realizam tarefas encadeadas, concatenadas. Seguem normas, processos normalmente não muito flexíveis (em função de normas e experimentos), padrões de trabalho, são mais científicos. Também realizam tarefas integradas, o que é próprio da mente projetual. Mas o foco é sempre mais numerico e material, onde os valores intangíveis de sinestesia, estética e cultura artística não são explorados no curso por não ser este o foco. Tem a mente industrial, objetiva, mecanica, por vezes cartesiana, e sistemica.
Até o final de 2011, o CREA era a entidade responsável pelos arquitetos também. Atualmente, dividem-se no recém aprovado em lei federal, o CAU e o CREA, ambos com mesma força e nível de atuação federal no que diz respeito a representatividade civil, direitos e deveres.

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